terça-feira, 21 de setembro de 2010

Paraty em Foco 2010



O Paraty em Foco é sempre muito bom.
Este ano, fiquei somente 2 dias, mas aproveitei bastante.
É bom rever os amigos e conhecidos frequentadores dos eventos de fotografia, conhecer novas pessoas, trocar idéias, e melhor ainda trocar fotos.
Hans Georg, levou seu Foto Escambo para Paraty e foi um sucesso. A idéia é trocar uma foto pela outra, sem valor agregado da relevância do autor. Uma troca pura e simples, para fomentar o hábito de possuir e colecionar fotografia. Eu troquei a minha, por uma imagem de uma estudante de Curitiba, Kris Foltran. 
Espero poder trocar muito mais sempre.

Kris Foltran

Vale citar a palestra do Bob Wolfenson, que falou sobre sua trajetória, e apresentou o seu mais recente trabalho, "Apreensões". O Bob é coerente com aquilo que fala e com a sua fotografia. Gosto disso.
No mais, muitas exposições, instalações, workshops, palestras, leilão de fotos. Muita coisa acontece em cinco dias, bem bom. Parabéns à organização. Com certeza, estarei lá ano que vem novamente.


mais um "guaipeca" alheio ao Paraty em Foco


quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Valentina, 22

Acabei de passar 3 dias na Bahia fotografando.
E minha filha, Valentina foi comigo.
Por dois motivos: me ajudar nas fotos e também
para comemorarmos juntas o seu aniversário.
Pode parecer clichê, mas não acredito que 22 anos se passaram.
Mas tem sido uma experiencia incrível e intensa.
Quase não tenho palavras para explicar o que é a nossa relação.
Quem nos conhece sabe.

Parabéns filhona.


12/ 09/ 2010

a foto mais preciosa

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

2010 International Photography Award

Convido todos voces a compartilharem comigo mais
esta conquista. Obrigada.

2010 International Photography Awards Anounces
Winners of the Competition 

Book: People Pro

3rd place
People
Fifi Tong
"Origem"

Fifi Tong was awarded 3rd place in Book- People
category for winning entry "Origem"
(3º lugar na categoria Livro/ Gente)

Fifi Tong was awarded an Honorable Mention
in People- Portrait category
(menção honrosa na categoria Retrato/ Gente)


Fifi Tong was awarded an Honorable Mention
in People- Children category
(menção honrosa na categoria Retrato/ Crianças)



Sobre o IPA:

A International Photography Awards 2010 recebeu quase 15 mil inscrições de 103 países em todo o globo. IPA é uma co-irmã do Lucie Foundation. Haverá uma cerimônia de gala anual Lucie Awards, dia 27 de outubro de 2010, no Lincon Center, NY. A missão da Fundação é  honrar mestres da fotografia, para descobrir novos talentos emergentes e promover a valorização da fotografia. Desde 2003, o IPA teve o privilégio e a oportunidade de conhecer e reconhecer as realizações de fotógrafos contemporâneos nesta competição especializada e de grande visibilidade.

Visite www.photoawards.com para mais detalhes.






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Festival de La Luz, 2010


No dia 4 de agosto, inaugurou oficialmente o XVI Encuentros Abiertos – Festival de La Luz 2010, em Buenos Aires. Uma bienal de fotografia que durante 2 meses apresenta 101 mostras oficiais em museus e centros culturais em 31 cidades do país.
O festival é considerado o evento mais importante da América Latina.
O tema central deste ano, é  “Migraciones – Identidades en Tránsito”, e traz fotógrafos locais e internacionais, como o  húngaro Brassaï e o tcheco Josef Koudelka, um ícone da fotografia documental que traz sua obra pela primeira vez à Argentina com a mostra "Invasion 68, Praga". Trabalho maravilhoso. Imperdível.

Invasion 68, Praga,  Espaço de Arte Fundación OSDE

Josef Koudelka 

O evento também inclui ciclos de conferencias e debates, leitura de portfolios e intervenções urbanas em ruas e praças espalhadas pela cidade.
Buenos Aires está respirando fotografia. Cartazes espalhados divulgam as exposições e eventos. Inaugurações acontecem todos os dias. Fotógrafos, estudantes, turistas, amantes da fotografia, se cruzam o tempo todo.
A minha exposição “Origem”, inaugurou no Centro Cultural Borges, no dia da abertura oficial,  com a presença do Ministro da Cultura, muitos convidados e amigos.   A mostra ficou praticamente igual que fiz em São Paulo, com curadoria de Diógenes Moura.


Ministro da Cultura, Ing. Hermán Lombardi

La Nacion, na manhã seguinte

Ainda na mesma sala, estava o fotógrafo suíço Andreas Seibert, com a exposição “From Somewhere To Nowhere: China’s Internal Migrants”, que documenta a jornada do dia a dia de milhares de pessoas que migram de províncias subdesenvolvidas, para os grandes centros, devido ao enorme crescimento economico na China. E também uma instalação da fotógrafa argentina, Graciela Sacco, intitulada: “Cualquier salida puede ser un encierno”.

No andar de cima, uma coletiva, “Migraciones”. Entre os fotógrafos, José Diniz, do Brasil com fotos da série “Farol”.
O Brasil está bem representado com os fotógrafos Leopoldo Plentz, Sérgio Carvalho, Tadeu Vilani e Andrea Méndes. E também para o Fórum  Internacional de Portfolios, estão Joaquim Paiva, Joana Mazza, Carlos Carvalho e Iatã Cannabrava.
Nos dias seguintes, uma maratona. Leitura de portfolio, e várias inaugurações. Muita coisa para ver e pouco tempo. Consegui ver Josef Koudelka e parte da mostra no centro Cultural Recoleta.  Uma das mostras que mais me emocionou foi a do fotógrafo holandes, Jan Banning, "Burocráticos” . Funcionários públicos, retratados em suas salas,  mostrando a diversidade dos diferentes países, mas ao mesmo tempo, a semelhança que une todos os empregados anonimos que trabalham para a máquina do estado. Espetacular.











Só estou comentando algumas, tem inúmeras mostras imperdíveis.
Precisaria ficar mais alguns dias ou semanas para poder acompanhar tudo com a intensidade que o festival oferece. Afinal muita coisa acontece até 30 de setembro.
Essa oportunidade de conhecer tantos talentos juntos e poder ver os trabalhos que se produzem,  é inspirador.
Conheci pessoas interessantes, fotógrafos, curadores, diretores de festivais, galeristas. Foi uma troca muito boa, muito valiosa.

Leopoldo Plentz, Brasil- Centro Cultural Recoleta

José Diniz, Brasil- Centro Cultural Borges

Priya Kambli, India - Centro Cultural Recoleta

Sérgio Carvalho, Brasil- Museu Nacional de Belas Artes, Neuquén

Charlotte Haslund-Christensen, Dinamarca- Centro Cultural Recoleta

A possibilidade de poder compartilhar as minhas “famílias” com mais pessoas, isso sim é o que vale a pena. Afinal, esta é a minha verdadeira busca como fotógrafa.
 Silvia Mangialardi, diretora da revista Foto Mundo
e Elda Harrington, diretora do festival

amigos queridíssimos que vieram me prestigiar: 
Roberto Linsker, João e Valentina, Claudio, Leonardo, Ana Augusta,
Mauricio, Joca e Loly, Ronald

Para terminar, algumas imagens da cidade que apesar do frio, céu azul todos os dias.

Coleccion de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, Puerto Madero

San Telmo

Praça em frente ao palácio  San Martín

Praça San Martín




quarta-feira, 28 de julho de 2010

AACD completa 60 anos


                            Marcos Paulo, 4 anos

A AACD dispensa apresentações. Mas só para lembrar, é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que há 60 anos realiza um trabalho incrível pelo bem estar de pessoas portadoras de deficiência física. Crianças, adolescentes e adultos.
Passei dois dias inteiros na unidade do Ibirapuera, fotografando o dia a dia desta associação. Foi um aprendizado mais do que tudo. Muitas coisas me impressionaram, como a organização e a logística necessária para se poder realizar 2.430 atendimentos por dia. E mais de 1 milhão de atendimentos por ano, nas 9 unidades de todo o país. Os tratamentos oferecem terapias, consultas, exames, cirurgias e até aulas do ensino fundamental. Mas, o que mais me comoveu, foi a dedicação dos médicos, terapeutas, voluntários e funcionários. Os pacientes precisam de um cuidado especial o tempo todo, todos os dias. Percebi que todos que trabalham lá, tem em comum, o sentimento de compaixão, paciência e muito amor. Sempre com uma palavra carinhosa, um sorriso. É bonito de ver. Também preciso mencionar os pais, tias, avós, irmãos, e parentes que acompanham os pacientes. Esses sim, são verdadeiros heróis. Eles estão sempre presentes, do lado, pacientemente, fazendo companhia, esperando para ser atendidos, comprando lanche, levando no banheiro, enfim, uma incansável dedicação. Tem muitos pacientes que vem de longe, as vezes até de outros estados, pegam condução. É uma jornada longa, cansativa, mas que vale à pena. O objetivo afinal, é melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, e reinseri-los na sociedade. Parabéns AACD pelos 60 anos. Parabéns pelo trabalho maravilhoso.E obrigada por me deixar fazer um pouco parte desta história. Deixo aqui algumas imagens.

Guilherme, 22 anos

Manu, 3 anos

Adrielle, 12 anos

Yago, 8 anos

André, 4 anos
voluntárias
Dimitri, 5 anos

ensino fundamental

Para saber mais sobre a AACD, de como ser voluntário e fazer doações:http://comunidadeaacd.ning.com/

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Para começar bem a semana, nada como um feriado no paraíso...

E na companhia de grandes amigos, comilança e muito descanso.

São Francisco de Paula, RS








sintonia...



é na Provence?

domingo, 7:30 hora de ir embora...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Fotografia se aprende na escola?

Como disse no post anterior, a primeira vez que peguei numa câmera tinha 17 anos. Nunca tinha ouvido falar em abertura, velocidade, asa, profundidade de campo, isso só para citar o básico.
Fui aprendendo na prática, fotografando e experimentando  muito, e errando bastante também.
A partir do momento que decidi que queria ser fotógrafa, achei que uma escola seria o melhor caminho, já que eu sabia que tinha muito a aprender.
O Art Center College of Design foi a decisão certa. É uma escola, fundada em 1930 e conhecida por ter como objetivo principal  preparar o aluno a desafiar e enfrentar o mundo real, seja na publicidade, desenho industrial, artes plásticas, cinema ou fotografia. Ou seja, mesmo estando dentro do mundo das artes, você é incentivado a aprender a lidar com o mercado profissional.  No caso da fotografia, além de todos os cursos técnicos, você aprende também, história da arte e da fotografia, desenho e até cinema. Otto Stupakoff foi o primeiro brasileiro a se formar lá, em 1955.


o início da turma, 1980


Fiz a aplicação para a escola com um portfolio (pré requisito) de 12 fotos. As fotos não tinham tanto critério, afinal fazia pouco tempo que estava fotografando. Fui aceita e era isso que importava. Mas claro que chequei lá e estava com muito medo. Medo do tamanho da escola, medo de não conseguir me adaptar, medo de não entender os termos técnicos, medo da competição, medo da primeira aula. Mas ao mesmo tempo, tinha certaza de que estava no lugar certo. Vamos lá.
Confesso que penei no começo. Mas penei mesmo. Até o quarto trimestre, você só trabalha com P&B. São exercícios exaustivos, e detalhe, a maioria com uma 4X5.
Primeiro, nem sabia  que ainda se usava esse tipo de câmera. Comprei a minha, e quando tirei da caixa, fiquei olhando para a máquina e entrei em pânico. O que me deixava um pouco mais tranqüila, era que tinha muita gente se sentindo como eu. Logo na primeira aula, ouvi pela primeira vez termos como, chassis, chapas, báscula, fotômetro de mão, luz rebatida, enfim, medo de novo.
Mas claro, fui fazendo os exercícios, muita refação, mas no final sempre conseguia. Eram exercícios chatos, mas fundamentais. O teste do grey card , dos 9 negativos, luz/ sombra com iluminação tungstênio, só para citar o começo.


teste dos 9 negativos

teste do grey card

São 4 anos intensos, com muitas horas práticas e muito mais horas dentro do laboratório.
O bom da escola é a infra estrutura que oferecem. Estúdios completos com tudo que você precisa para fazer os trabalhos, laboratórios idem. E claro, ótimos professores, de todas as áreas. Alguns dos cursos: laboratório P&B e cor, iluminação, teoria e técnica da cor, retrato, composição, moda, produto, comida, arquitetura, foto jornalismo, fine arts, locação, e mais, conceito e design, tipografia, estilo, e até finanças. No último trimestre, fazemos um projeto com um estudante de design gráfico, criando uma campanha publicitária.
Quando me formei, em 1984, o computador estava chegando na escola. Então, hoje além do curso ter mudado de nome para Photography and Imaging, o currículo também mudou, ou melhor, foram adicionados cursos de digital e photoshop. 
Depois de 26 anos de formada, tenho certeza que a escola foi fundamental para a minha fotografia. Aprender, é bom, sempre. No ano passado, voltei a freqüentar cursos e palestras.
É importante escutar as pessoas, trocar idéias, compartilhar conhecimento, conhecer o trabalho de outros fotógrafos.


formandos, 1984

Essa discussão, se fotografia se aprende na escola ou não, é polêmica, mas eu acredito que, sem o conhecimento do princípio, da história, e da técnica, não se pode ir muito longe.
O que é indiscutível é o talento, o olhar. 
Isso não se aprende na escola.


Algumas das minhas primeiras imagens




Art Center College of Design        

Cursos no MAM                              

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